Who Decides War apresenta o desfile “Politics as Usual”

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A Who Decides War foi até ao Angel Orensanz Center, uma sinagoga progressista em Manhattan, para apresentar a coleção “Politics as Usual”. O nome vem de uma música de Jay-Z, e os diretores criativos Ev Bravado e Téla D’Amore estavam num evidente Empire State of Mind: todo o runway show é uma dedicatória à cidade de Nova Iorque.

No início do desfile, os convidados sentaram-se à frente de uma escultura de gelo da cidade, enquanto a banda sonora tocava clássicos do rap East Coast. As peças, claro, alinharam pelo mesmo tema, entre padrões quadrados que referenciam a “grid” do Lower East Side, até aos bordados rabiscados a lembrar graffiti, aplicados sobre jeans relaxados (com todo o tipo de tratamentos) ou puffers desconstruídos.

Apesar das credenciais de streetwear, a WDW continua a explorar novos terrenos. Os fatos foram a grande novidade desta temporada, um pedaço de inspiração vindo de Wall Street, que inclui blazers pin-striped, calças de alfaiataria, ou sobretudos de lã – mas sempre com elementos gráficos e silhuetas relaxadas, combinados com hoodies ou t-shirts.

A cada temporada, Bravado e D’Amore têm igualmente procurado expandir a oferta de womenswear, e desta feita a inspiração foi vitoriana: corsets e longas saias, um conjunto metálico monocromático que combina uma saia e um bomber, e um imponente vestido final com um piscar de olho gótico, a contrastar com os tons pastel da linha masculina.

A evolução é inegável, mas o ADN da Who Decides War é tão reconhecível como sempre. Novos terrenos, sim, mas sem esquecer de e para onde criam: o que se veste nas ruas.